5.09.2006

olhava o copo poisado, por beber

Cristo Stankulov

deixado na borda da mesa, junto à cama.
não sobrara mais nenhuma memória física do homem que a deixara.

- é assim com os amantes, não querem deixar rasto. eu devia saber. aves de arribação.

não chorava. estava sem acção. o que faria agora?

numa terra pequena ... toda a gente aceitara aquela relação como coisa para acabar em casamento. não que ela o tivesse alimentado. não era de dar contas a ninguém, mas o falatório do costume cresce sem ser adubado, como erva daninha.

saiu. atravessou a vila. foi até ao campo mais próximo onde, quando era menina, se escondia da mãe. olhou a árvore que crescera de braços abertos.

- aquela árvore aponta em dois sentidos. tenho de descobrir qual é o meu.

by Martino Balestreri

(segue)

7 Comentários:

Blogger Um outro olhar disse...

descobrir,
não é fácil,
mesmo olhando com atenção e com os sentidos alerta

:)

Nota: bonita imagem e o texto complementam-se

12:01 AM  
Blogger Dark Side disse...

Vais no bom caminho.
Encontrei uma foto do Malik nos arquivos dos post acrescentei um link neste que viste, fiquei a medidar no texto que então escrevi.

2:38 AM  
Blogger Bugs disse...

Antes de mais obrigado pela tua visita la no meu teoria.
Depois deixa que te diga adorei o teu blog. Vou voltar.

Todos temos de escolher um caminho, com sorte escolhemos o certo, se assim nao for que tenhamos sorte...

Bjs boa semana

3:22 PM  
Blogger alice disse...

querido outono,

é delicioso escrever isto

estive a ler-te desde o 1.º post

obrigada por esta oportunidade de sorrir nas tuas palavras e na bela selecção de imagens e música

bem hajas, amiga

um grande beijinho,

alice

3:30 PM  
Blogger Lmatta disse...

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4:01 PM  
Blogger paper life disse...

Lmatta, peço desculpa não sabia que era seu.

:)

5:25 PM  
Blogger Lmatta disse...

This comment has been removed by a blog administrator.

6:51 PM  

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